domingo, 3 de janeiro de 2010

Jovem alcoolizada

É impressionante o poder que o álcool tem de inspirar jovens escritores. Há algumas horas eu não passava de uma reles sedentária. Mais uma no meio de tantos outros que só vivem de comida e controle remoto. Agora eu sou a nata da sociedade. Posso escrever sem sentir, sem olhar para o teclado, sem olhar para a tela. É só fechar os olhos que as palavras surgem. Claro que eu me sinto a melhor escritora da década já que o álcool não conserta os efeitos colaterais. Mas até que é bom. É fácil se acostumar com coisa boa, dizem as más línguas. Me sinto inspirada. Tudo é inspiração pra mim nesse momento. A cerveja boa demais, a batata frita pra acompanhar, a moça que não compareceu, a cerveja que sobrou, o seriado que ficou pro dia seguinte, a chegada em casa e a tv sempre sem tempo pra mim. Tudo normal mas pra mim, poesia, inspiração. Sinto como se minhas palavras fossem fazer a diferença na vida de alguém (até parece). Como se o meu toque de aprendiz fosse fazer a diferença pra algum aspirante a escritor. Como se ainda fosse segredo, meu sonho é ser uma escritora de sucesso, que escreve crônicas para um jornal e é lida por milhões de fãs fiéis. Assisti "Marley e eu" um dia desses e me emocionei mais com o sucesso do protagonista do que com a morte do cachorro. Ele fala sobre o dia dele, super chato e cheio de complicações, e ainda consegue a admiração do chefe e de inúmeros leitores. Meu sonho.
Por enquanto só me resta sonhar. Faço o curso de Direito numa faculdade renomada e nunca mais escrevi um texto na vida. Pra completar, mesmo nos meus melhores textos, nunca conseguia escrever uma conclusão que me agradasse. Damn!
Love u all, leitores imaginários!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Champagne

Acho que pela primeira vez em anos eu realmente "sinto" o ano novo. A sensação que dá é de renovação, de mudar a rotina, fazer um novo planejamento sempre repensando essa e aquela prioridade. Acordar um pouco mais cedo, malhar mais, correr mais, ir pra biblioteca depois do almoço e só chegar em casa lá pelas dez da noite. Comer menos e se enfeitar mais. Rir mais. Alto. Me beijar mais. comer menos. Celebrar mais. Com salgadinho e bolo de chocolate. Dançar mais. não temer o ridículo. Atuar mais. Ir ao teatro. Aprender teatro. Ir ao cinema. Aprender cinema. Começar o curso de francês (voltar à Paris). Pintar mais as unhas. Escrever mais. Conversar mais. Abraçar mais. Beijar bem mais. Luxuriar mais. Usar mais lingerie. Tirar mais a roupa. Demorar mais no banho. Preparar minha própria comida. Plantar mais... plantas. Cantar mais. Lamber mais. Lambuzar mais o abacaxi com mel. Brincar mais. Com brinquedos e com pessoas (pra quê levar a vida e as pessoas tão a sério?!). dirigir menos. Viajar muito mais. Rever as velhas e verdadeiras amigas de longa data tão lindas e queridas que sempre me lembro nos momentos mais felizes e gloriosos da minha vida como uma recordação preciosa. dormir menos. Enfeitar mais a casa. Me enfeitar. Enfeitar a mamãe. Enfeitar as primas. Enfeitar a cidade. Apreciar mais a beleza das coisas...

Há tanta beleza no mundo...

Depois de estourado o champagne o que me resta é colocar em prática o plano. Disciplina é liberdade, com já dizia o Rê.

Feliz dois mil e dez pra mim e pra minha gatinha que acabou de parir dois gatinhos lindos.

Contrato de amizade, parte dois

Isso sim é um amigo. Que quando diz que vai ligar, liga. Que quando diz que vai aparecer, aparece. Que quando diz: eu sou teu amigo, mente. Que quando vai dar um beijo de amigo, quer mais. Agora eu gostei da presença. Seja como amigo ou como o que quer que seja (e eu queira), tua presença me inspira. Ispira tudo. Me faz repensar, sei lá. Trás uma energia boa. Mas como eu já disse, somos amigos, e amigos sejamos!



sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Contrato de amizade

Que amigo imaginário o quê!
Eu quero uma amizade mais concreta, daquele tipo que se um liga o outro atende, entende? Tanto faz se são duas da tarde ou duas da manhã! Eu quero um amigo de verdade e não um número perdido na agenda do meu celular! Que droga de amizade é essa? É natal, damn! Era só um feliz natal que eu queria desejar, só isso! Parece até que tem medo de ser cobrado e não atende the fucking mobile pra não ter que inventar nenhuma desculpa depois! Como se eu precisasse de desculpas! E mais! Desculpa é uma das coisas mais ridículas que existem, como já dizia Hanna Arendt! Não é ridícula como as cartas de amor, é ridícula no pior sentido! Te odeio hoje, às 12:39h, dia 25 de dezembro, natal.
Deixa de ser só um figurante na tua vida e faz alguma coisa! O tempo é um senhor muito sábio, mas tem coisas que ele não apaga. Ele deixa no inconsciente e depois começa a cobrar uma vingancinha bem lenta e cruel. Minhas palavras são um pouco fortes agora mas lembre-se que eu te odeio hoje, às 12:43h mas posso deixar de te odiar em dois segundos, se o meu celular tocar...

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Meu querido amigo imaginário

Amizade pode exisitir? Mesmo depois de... tanta coisa? Sinceramente, acho que sim... Antes de qualquer coisa nós éramos amigos, por que não podemos voltar ao que era antes? Claro que a nossa amizade será diferente já que depois de algum tempo nós nos conhecemos bem mais. Mas... que seja! Quanto mais nos conhecemos, mais forte é a amizade, certo? Não sei não... Sinto falta de várias coisas, mas é aquela falta consciênte de que é melhor sem, de que nunca daria certo algo mais que isso, somos muito diferentes. Eu vivo no mundo real e você parece que veio direto do mundo das idéias... O mundo real é bem mais divertido, não precisa idealizar muita coisa, é só viver intensamente. Suas idealizações bagunçavam minha cabeça. Mas, sendo sua amiga, eu poderia simplesmente rir das loucuras que você diz e todos nós sairíamos felizes. O ruim é ficar de mal com você, escutar as suas loucuras e prender a gargalhada. Gostava muito de ter você como amigo...

Quem não precisa de um amigo imaginário?

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Vinte dias

  • Luva
  • Meias (grandes e pequenas)
  • Sapatos
  • Bota
  • Casacos
  • Blusas de manga comprida
  • Remédios
  • Pilhas para o mp3
  • Calcinhas
  • Blusa do Brasil

Quanto mais perto chega mais longe fica. Ainda não consegui digerir essa viagem direito, parece um sonho distante e que eu não tenho certeza se um dia vou realizar. E por mais que eu pesquise, leia, assista documentários e navegue em sites, não consigo ter a mínima idéia de como realmente vai ser. Tenho a sensação de que não vai fazer nenhuma diferença pra mim. Mas uma coisa é certa: nunca passei vinte dias initerruptos fora de casa. E mais, nunca passei vinte dias em um lugar onde todos falam qualquer outra língua, menos o português.
Aqui em casa todo mundo ta dizendo que eu vou morrer de saudade do calor, das pessoas, dos amigos, da minha casa...
Na verdade, tenho muito medo de não querer mais voltar...


quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Com saudade

Tô com saudade do seu olhar penetrante, no meio da multidão, que transformava tudo ao redor em nada, só nós dois no mundo. Não precisava nem me tocar, seus olhos já invadiam todas as minhas células.
Tô com saudade dos dias que você apagava todas as luzes e deixava só a tv iluminar, sentava do meu lado, me beixava com sua língua tenra e, com suas mãos ia, suavemente, deslisando sobre a minha coxa, até eu perder completamente a consciência.
Tô com saudade dos seus braços em volta das minhas costas, me prendendo e me beijando, sem deixar com que eu me movesse.
Tô com saudade dos domingos à tarde, nas horas mais inesperadas você me dizia frases doces e espontâneas, me dava um beijo e me deixava sem palavras.
Tô com saudade de fazer amor com você e de, no final de tudo, te abraçar com as pernas e te beijar com o resto de energia que ainda tinha.
Tô com saudade dos seus beijos nos meus olhos quando eu estava dormindo, como um garoto que beija sua bola de futebol ao assistir o jogo do time do coração.
Tô com saudade dos seus abraços sufocantes e da sua mão na minha nuca quando a gente dava o último beijo da noite.
Tô com saudade do seu sussurro rouco, me pedindo uma outra posição e me beijando em seguida.

Hoje a gente nem se conhece mais... ou ainda não se conhece.