sábado, 2 de outubro de 2010

Desabafo

Olha, chegou a hora de falar sério. Pra mim essa brincadeira já deu o que tinha que dar. Já chega. Tá na hora de você voltar pra mim. Chega de tanta infantilidade, de tanta vingança. Se todos se vingassem pela vingança que sofreram a humanidade se tornaria um eterno acerto de contas. Entreguei minhas armas, minhas fraquezas, meus sentimentos, meu íntimo. Não quero mais a guerra. Vamos celebrar o amor e esquecer todas essas mágoas. Se você até hoje não esqueceu minha vingança é porque ela deve ter sido muito cruel. Ou então, numa visão otimista, é porque você ainda gosta de mim... Independentemente da visão, esse sentimento de mágoa ou raiva tem que acabar... agora! Eu estou meio impaciente mesmo, peço até desculpas por isso, mas eu tenho que dizer isso... (to be continue)

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Você tem que acreditar em mim

Meu bem
Meu bem
Você tem que acreditar em mim
Ninguém pode destruir assim
Um grande amor
Näo dê ouvidos à maldade alheia
E creia
Sua estupidez não lhe deixa ver que eu te amo
Meu bem
Meu bem
Use a inteligência uma vez só
Quantos idiotas vivem só
Sem ter amor
E você vai ficar também sozinha
E eu sei porque
Sua estupidez não lhe deixa ver que eu te amo
Quantas vezes eu tentei falar
Que no mundo não há mais lugar
Prá quem toma decisões na vida sem pensa
Conte ao menos até três
Se precisar conte outra vez
Mas pense outra vez
Meu bem
Meu bem
Meu bem
Eu te amo

Meu bem
Meu bem
Sua incompreensão já é demais
Nunca vi alguém tão incapaz
De compreender
Que o meu amor é bem maior que tudo
Que existe
Mas sua estupidez não lhe deixa ver
Que eu te amo

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Você não me ensinou a te esquecer

Não vejo mais você faz tanto tempo
Que vontade que eu sinto
De olhar em seus olhos, ganhar seus abraços
É verdade, eu não minto

E nesse desespero em que eu me vejo
Já cheguei a tal ponto
De me trocar diversas vezes por você
Só pra ver se te encontro

Você bem que podia perdoar
E só mais uma vez me aceitar
Prometo agora vou fazer por onde nunca mais perdê-la

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
E te querendo eu vou tentando te encontrar
Vou me perdendo
Buscando em outros braços seus abraços
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou
E me atirou e me deixou aqui sozinho

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Te peço

Fazia algum tempo que eu não te via, que a gente não conversava. Confesso que estava com saudades dos seus comentários inesperados, do seu jeito espontâneo e imprevisível de ser, do seu rosto no meu cangote, de tudo. Mas como já disse um sábio, desses que tem o dom de transcrever momentos e sentimentos, a vida vem em ondas como o mar, num indo e vindo infinito. Nossos bons momentos não são constantes e nunca serão. Vamos ser eternamente nômades nas nossas vidas e eu adoro a sensação de renovação que isso passa.

Percebi alguém se aproximando por trás de mim mas não senti a vibração que você sempre me passava e deduzi que não era você. Quando olhei de frente confirmei: realmente não era. Era outra pessoa. Uma pessoa que eu esperava nunca conhecer na vida. Olhos exaustos, aparência de quem não se deu descanço há dias e um ar de tristeza... Nos olhos, uma vontade louca de sair daquele lugar cheio de gente e se esconder por vergonha até de si mesmo. Falou comigo friamente, como se a pele já estivesse congelada o bastante para não sentir mais nada. Quem era essa pessoa tão deprimente? Como você pôde se permitir chegar a esse ponto? Como você foi emagrecer tanto e tão rápido? Você não está bem, dá pra ver nos seus olhos. Esses olhos perderam o brilho e a vontade de ver e viver... Me dói demais perceber que os teus olhos não enxergam mais tão bem e que você só os cega cada vez mais.

É uma tortura ver você desse jeito. E eu não me conformo em saber que não há nada que eu possa fazer para mudar essa situação. A mudança tem que partir de você. Tenho um afeto muito grande por você e perceber que você está praticamente definhando, piorando a cada dia que passa, me deixa numa tristeza enorme.

Por favor, se você ainda tem um pingo de amor próprio, se cuida.

Eu te amo demais pra aguentar te ver nesse estado.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Só tens agora os carinhos do motor

Dentro do carro
Sobre o trevo
A cem por hora, ó meu amor
Só tens agora os carinhos do motor

E no escritório em que eu trabalho
e fico rico, quanto mais eu multiplico
Diminui o meu amor

Em cada luz de mercúrio
vejo a luz do teu olhar
Passas praças, viadutos
Nem te lembras de voltar, de voltar, de voltar

No Corcovado, quem abre os braços sou eu
Copacabana, esta semana, o mar sou eu
Como é perversa a juventude do meu coração
Que só entende o que é cruel, o que é paixão

E as paralelas dos pneus n'água das ruas
São duas estradas nuas
Em que foges do que é teu

No apartamento, oitavo andar
Abro a vidraça e grito, grito quando o carro passa
Teu infinito sou eu, sou eu, sou eu, sou eu

domingo, 13 de junho de 2010

Se eu fosse você eu voltava pra mim de novo

Sei que aí dentro ainda mora um pedacinho de mim
Um grande amor não se acaba assim
Feito espumas ao vento
Não é coisa de momento
Raiva passageira
Mania que dá e passa feito brincadeira
O amor deixa marcas que não dá pra apagar...

Sei que errei e estou aqui pra te pedir perdão
Cabeça doida, coração na mão
Desejo pegando fogo
Sem saber direito aonde ir e o que fazer
Eu não encontro uma palavra só pra te dizer
Mas se eu fosse você, amor, eu voltava pra mim de novo

E de uma coisa fique certa, amor
A porta vai estar sempre aberta, amor
O meu olhar vai dar uma festa, amor
Na hora que você voltar.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Vivi

Vivi.
Momentos que nunca imaginei que pudessem me acontecer. Investiguei. Desbravei. Descobri. Me deslumbrei. Me iludi. Me decepcionei. Chorei. Chorei rios. Me enclausurei. Fui ao fundo do poço. Olhei pra cima. Me levantei. Me renovei. Me preparei. Me permiti.
Vivi.
Momentos e experiências que pensei que só aconteceriam nos meus sonhos baseados em filmes que assistia constantemente, a fim de abstrair sensações que sabia que nunca poderia sentir no meu medíocre mundo real. Vivi. Me permiti. Amei e fui amanda. Muitas vezes. Como uma droga de vício gradual, quanto mais amava mais queria amar. Mesmo sabendo que mais tarde poderiam haver consequências sérias, continuava amando, ingerindo essa droga que é o amor como água, como algo essencial à minha sobrevivência. Cheguei ao ponto em que o amor, simples amor, tradicional amor, já não me satisfazia mais. Queria algo mais forte. Sempre mais forte. Um vício. Um delírio. O paraíso. Não existia nada melhor do que amar. E quanto mais amava mais era amada, um verdadeiro ciclo vicioso. Me permiti.
Vivi.
Nunca tinha vivido meus sentimentos de forma tão intensa, tão recíproca, tão real. Consegui tudo que meu íntimo mais almejava e até o que o meu consciente não entendia. Não precisava relatar para ninguém o que acontecia comigo. Era um segredo muito íntimo. Um infinito íntimo. Mas o segredo começou a ser revelado. O mundo exterior passou a exigir detalhes do meu segredo, tão precioso segredo. Tentei ignorar, fugir. Mas chegou o temido momento. O momento em que o mundo exterior descobriu o meu vício e resolveu não me oferecer mais a droga, pensando no meu bem estar. Mal sabiam eles que depois de ter vivido tudo isso nunca mais poderia encontrar meu bem estar em outra coisa, senão no amor, a droga mais prazerosa e letal que o ser humano já provou. Diminuiram as doses, substituiram-nas por doses mais fracas a fim de me convencer a levar outro modo de vida, tomando uma dose diária por dia ao invés de duas. Mas não havia mais volta. Estava viciada naquele amor. Aquele amor incondicional, que ultrapassava todas as barreiras, todos os tabus, todas as regras, todas as tradições, todo o meu ser. E mais uma vez...
Vivi.
Me encontro hoje numa reabilitação forçada. As crises de abstinência são uma mistura de ciúmes, loucura, delírio, alucinação. Todos os dias penso nos momentos de amor que tive. Amei de todas as formas que poderia imaginar e fui amada como nunca pensei que fosse possível. Mas o amor me fez cair nas minhas próprias armadilhas. Estou me segurando para me controlar e receber alta por bom comportamento. Não é fácil. As recaídas são constantes e a reabilitação me dá um tratamento cada vez mais pesado quando isso acontece. Mas, com autocontrole e força de vontade eu consigo. Uma vez recebida a alta, tomarei uma super dose, única. Dessa vez, espero entrar numa viagem maior ainda. Sem volta.
Sei que posso morrer na reabilitação. Mas morrerei feliz, afinal de contas, posso dizer que, com todas as letras que...
Vivi...