segunda-feira, 27 de junho de 2011

Just feel good

Sensação de que tudo vai dar certo, de que a hora chegou, de que a maldição se desfez, o ciclo se inverteu ou simplesmente deixou de ser ciclo pra se tornar uma linha reta diagonal, subindo, subindo...

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Vale a pena refletir

Certos acontecimentos fazem a gente refletir em como a vida pode ser breve e a morte inesperada. Em como as vezes nós gastamos tempo com besteira, com futilidade, enquanto poderíamos estar aproveitando as coisas boas que a vida proporciona. Parece muito fácil falar frases como esta mas alimentar ódio, rancor, antipatia, sentimentos negativos não faz bem pra ninguém. Nunca. Imagina a hipótese de você alimentar ódio de uma pessoa e de repente não houver mais possibilidade de fazer as pazes, ou até mesmo de colocar tudo em pratos limpos. Não é uma sensação muito boa. Pior. É uma sensação de culpa, sensação de que nós somos fúteis e infantis o suficiente pra não perceber que ódio é um sentimento retrógrado e ultrapassado. Vale muito mais a pena querer o bem das pessoas que o mal. E as vezes a gente nem quer o mal da pessoa, apenas não quer a pessoa por perto ou se sente mal por algo que a pessoa tenha feito. Talvez ela até tenha se arrependido, talvez tudo fosse um simples mal entendido, talvez tudo se resumisse a uma simples falha de comunicação. Mas alimentar certas coisas são é tão ruim, tão ruim... Se tem alguma coisa que eu quero passar com esse texto é: nunca, em hipótese alguma, alimente ódio de ninguém. Nunca sinta raiva de ninguém. Nunca. Queira sempre o bem da sociedade, do mundo, de todo mundo. Porque se tem uma coisa que a gente ganha querendo o bem é o dobro do que a gente dá. A satisfação que a gente tem quando quer e faz o bem pra alguém é muito maior do que o próprio bem feito. Dizer tudo o que a gente tem pra dizer, pra esclarecer é maior do que qualquer orgulho ferido. Vale mais a pena do que qualquer ódio ou rancor que a gente sinta. Nessas horas não importa quem está certo ou errado, o importante é não alimentar esse sentimento. Faça o bem, queira o bem. Isso só faz bem. Pra você e pro próximo.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Jardim das borboletas


Sabe quando você acorda sentindo que tá faltando algo de bom na vida, faltando uma conquista e secretamente, meio sem perceber, você faz um pedido pro destino te trazer algo de bom junto com a brisa? Pois é, já estava com um tempinho que eu vinha acordando com essa sensação e fazendo pequenos pedidos ainda de manhã pro travesseiro. Pois heis que hoje eu recebo um telefonema que pode mudar completamente minha humilde vida. Não gosto de contar vantagens antes de ter certeza, mas precisava botar pra fora minha vibração de alguma forma! É como já disse o velho ditado das borboletas: devemos cuidar do nosso jardim para que elas venham até ele e não correr atrás delas. O jardim tava cuidado, grama verdinha, flores brotando e o tempo passando. Até que uma borboleta liga e me faz uma proposta.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Primeiros passos


Como prometido, vamos virar a página! E como toda mudança que se preze pede sempre um acompanhamento a altura, comecei mudando toda a arrumação do quarto. Joguei um monte de tralha fora e segui o conselho da mestra Coco: menos é mais. Menos tralha e mais espaço no quarto. Menos velharia e mais espaço na vida para as coisas novas que hão de vir. Completei cinco meses sem comprar roupas, bolsas e sapatos e estou orgulhosíssima de mim mesma por ter conseguido cumprir uma promessa dificílima pra qualquer mulher na minha situação: com três cartões de crédito na carteira. A mudança no visual vai depender da disciplina na dieta e o cabelo vai ter que esperar as prestações do cartão de crédito se esgotarem em setembro. Enfim, as coisas estão andando. Dei uma estacionada pra abastecer na vida sentimental. Vamos nos focar em coisas práticas agora (falando na primeira pessoa do plural me sinto uma esquizofrênica). Vamos nos focar na meta de vida que é sair desse feudo e virar uma burguesa viajante (no sentido medieval e não no moderno).
Fico por aqui por enquanto.

It's time


Hora de virar a página, né?!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Filosofando...

Tenho sido uma pessoa má. Assumo. Ou será que tenho me sentido mal? Nem sei dizer. Já tenho comprovado por experiência própria de que esses maus pensamentos, se não controlados devidamente, me atingem de forma extremamente forte me tirando o que eu pensei que nunca pudesse perder: o apetite. Quando penso em comer sinto um nó no estômago e um desânimo fora do normal. Mas ouvi outro dia que devemos praticar o exercício diário de filtrar nossos pensamentos pra nossa cabeça funcionar bem e nossa vida se tornar equilibrada e promissora. Consequentemente seremos mais felizes. Ou teremos mais momentos de felicidade, dependendo da concepção de felicidade de cada um. Como tenho me sentido mal, no momento imagino que ainda não existiu nenhum momento de felicidade na minha vida e que ela será conquistada num dia de sol florido daqui a dez anos ou daqui a dez dias, não sei dizer (a primeira alternativa me parece mais provável). Tentei adquirir uma disciplina em relação a esse exercício. Eliminar os maus pensamentos e só deixar os bons pensamentos na cabeça. Até que estava dando certo, levando em consideração que eu comecei a por em prática há dois dias. Acontece que eu não contava com as jogadas do destino, do acaso, da mão de Deus ou simplesmente de uma infeliz coincidência. Os pensamentos ruins aparecem na minha frente, personificados, como se fosse um jogo infeliz de masoquismo praticado por quem comanda as coisas aqui na Terra, se é que existe esse alguém. Posso estar sendo punida por ser tão desrente em entes imateriais. Até coloquei uma Virgem Maria na minha mesa, pensei crer em São Jorge devido ao Jorge Ben e já fui muito crente em anjos. Mas meus pensamentos andam (acho que posso dizer que eles já "são") tão realistas/pessimistas que minha crença em seres tão incondicionalmente bons foi por água abaixo. Logo no dia seguinte de "exercício" da minha mais nova filosofia adotada me aparece via internet um ser surgido das cinzas, uma hora da manhã. Meu coração começou a doer, ou, na linguagem mais concreta já que ando tão descrente do abstrato, senti uma carga de adrenalina muito forte que fez meu coração palpitar de forma tão acelerada que me fez sentir dor no peito. Meu coração literalmente "pulou". Fiquei inerte, como exige minha filosofia. Fui dormir desnorteada. Dia seguinte, hoje. Outro ser que já deveria ter passado dessa pra melhor na minha vida aparece na minha frente. Fiquei inerte mais uma vez e mais uma vez meu coração teimou em não obedecer o comando do lado consciente do meu cérebro. Tenho tentado ser uma boa pessoa, juro. Ao escrever "juro" me senti tentando me convencer de que estava mentindo. Mas não estou. Sou uma pessoa melhor do que há dois dias atrás e pretendo melhorar a cada dia que passar, gradativamente. Mas por que tenho que me deparar com situações tão desagradáveis? Parece até uma forma de punição por tudo de ruim que eu já fiz (ou por ter me sentido tão mal) nos últimos tempos. Mas se eu estou realmente sendo punida quem será o juíz que está decidindo isso? Se eu partir do pressuposto de que não existe juíz e que minha vida (e os pensamentos que fluem na minha cabeça) quem decide sou eu, me dou conta de que essas palpitações desnecessárias do meu teimoso coração são fruto da minha falta de prática com minha mais nova filosofia. E só de escrever já posso tirar as dúvidas (e as dores) que tanto me aflingiam há pouco menos de vinte minutos atrás.

Me espera

Vou voltar
Haja o que houver, eu vou voltar
Já te deixei jurando nunca mais olhar para trás
Palavra de mulher, eu vou voltar
Posso até
Sair de bar em bar, falar besteira
E me enganar
Com qualquer um deitar
A noite inteira
Eu vou te amar

Vou chegar
A qualquer hora ao meu lugar
E se uma outra pretendia um dia te roubar
Dispensa essa vadia
Eu vou voltar
Vou subir
A nossa escada, a escada, a escada, a escada
Meu amor eu, vou partir
De novo e sempre, feito viciada
Eu vou voltar

Pode ser
Que a nossa história
Seja mais uma quimera
E pode o nosso teto, a Lapa, o Rio desabar
Pode ser
Que passe o nosso tempo
Como qualquer primavera
Espera
Me espera
Eu vou voltar


(Palavra de Mulher, Chico)