Fazia algum tempo que eu não te via, que a gente não conversava. Confesso que estava com saudades dos seus comentários inesperados, do seu jeito espontâneo e imprevisível de ser, do seu rosto no meu cangote, de tudo. Mas como já disse um sábio, desses que tem o dom de transcrever momentos e sentimentos, a vida vem em ondas como o mar, num indo e vindo infinito. Nossos bons momentos não são constantes e nunca serão. Vamos ser eternamente nômades nas nossas vidas e eu adoro a sensação de renovação que isso passa.
Percebi alguém se aproximando por trás de mim mas não senti a vibração que você sempre me passava e deduzi que não era você. Quando olhei de frente confirmei: realmente não era. Era outra pessoa. Uma pessoa que eu esperava nunca conhecer na vida. Olhos exaustos, aparência de quem não se deu descanço há dias e um ar de tristeza... Nos olhos, uma vontade louca de sair daquele lugar cheio de gente e se esconder por vergonha até de si mesmo. Falou comigo friamente, como se a pele já estivesse congelada o bastante para não sentir mais nada. Quem era essa pessoa tão deprimente? Como você pôde se permitir chegar a esse ponto? Como você foi emagrecer tanto e tão rápido? Você não está bem, dá pra ver nos seus olhos. Esses olhos perderam o brilho e a vontade de ver e viver... Me dói demais perceber que os teus olhos não enxergam mais tão bem e que você só os cega cada vez mais.
É uma tortura ver você desse jeito. E eu não me conformo em saber que não há nada que eu possa fazer para mudar essa situação. A mudança tem que partir de você. Tenho um afeto muito grande por você e perceber que você está praticamente definhando, piorando a cada dia que passa, me deixa numa tristeza enorme.
Por favor, se você ainda tem um pingo de amor próprio, se cuida.
Eu te amo demais pra aguentar te ver nesse estado.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Só tens agora os carinhos do motor
Dentro do carro
Sobre o trevo
A cem por hora, ó meu amor
Só tens agora os carinhos do motor
E no escritório em que eu trabalho
e fico rico, quanto mais eu multiplico
Diminui o meu amor
Em cada luz de mercúrio
vejo a luz do teu olhar
Passas praças, viadutos
Nem te lembras de voltar, de voltar, de voltar
No Corcovado, quem abre os braços sou eu
Copacabana, esta semana, o mar sou eu
Como é perversa a juventude do meu coração
Que só entende o que é cruel, o que é paixão
E as paralelas dos pneus n'água das ruas
São duas estradas nuas
Em que foges do que é teu
Abro a vidraça e grito, grito quando o carro passa
Teu infinito sou eu, sou eu, sou eu, sou eu
domingo, 13 de junho de 2010
Se eu fosse você eu voltava pra mim de novo
Sei que aí dentro ainda mora um pedacinho de mim
Um grande amor não se acaba assim
Feito espumas ao vento
Não é coisa de momento
Raiva passageira
Mania que dá e passa feito brincadeira
O amor deixa marcas que não dá pra apagar...
Sei que errei e estou aqui pra te pedir perdão
Cabeça doida, coração na mão
Desejo pegando fogo
Sem saber direito aonde ir e o que fazer
Eu não encontro uma palavra só pra te dizer
Mas se eu fosse você, amor, eu voltava pra mim de novo
E de uma coisa fique certa, amor
A porta vai estar sempre aberta, amor
O meu olhar vai dar uma festa, amor
Na hora que você voltar.
Um grande amor não se acaba assim
Feito espumas ao vento
Não é coisa de momento
Raiva passageira
Mania que dá e passa feito brincadeira
O amor deixa marcas que não dá pra apagar...
Sei que errei e estou aqui pra te pedir perdão
Cabeça doida, coração na mão
Desejo pegando fogo
Sem saber direito aonde ir e o que fazer
Eu não encontro uma palavra só pra te dizer
Mas se eu fosse você, amor, eu voltava pra mim de novo
E de uma coisa fique certa, amor
A porta vai estar sempre aberta, amor
O meu olhar vai dar uma festa, amor
Na hora que você voltar.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Vivi
Vivi.
Momentos que nunca imaginei que pudessem me acontecer. Investiguei. Desbravei. Descobri. Me deslumbrei. Me iludi. Me decepcionei. Chorei. Chorei rios. Me enclausurei. Fui ao fundo do poço. Olhei pra cima. Me levantei. Me renovei. Me preparei. Me permiti.
Vivi.
Momentos e experiências que pensei que só aconteceriam nos meus sonhos baseados em filmes que assistia constantemente, a fim de abstrair sensações que sabia que nunca poderia sentir no meu medíocre mundo real. Vivi. Me permiti. Amei e fui amanda. Muitas vezes. Como uma droga de vício gradual, quanto mais amava mais queria amar. Mesmo sabendo que mais tarde poderiam haver consequências sérias, continuava amando, ingerindo essa droga que é o amor como água, como algo essencial à minha sobrevivência. Cheguei ao ponto em que o amor, simples amor, tradicional amor, já não me satisfazia mais. Queria algo mais forte. Sempre mais forte. Um vício. Um delírio. O paraíso. Não existia nada melhor do que amar. E quanto mais amava mais era amada, um verdadeiro ciclo vicioso. Me permiti.
Vivi.
Nunca tinha vivido meus sentimentos de forma tão intensa, tão recíproca, tão real. Consegui tudo que meu íntimo mais almejava e até o que o meu consciente não entendia. Não precisava relatar para ninguém o que acontecia comigo. Era um segredo muito íntimo. Um infinito íntimo. Mas o segredo começou a ser revelado. O mundo exterior passou a exigir detalhes do meu segredo, tão precioso segredo. Tentei ignorar, fugir. Mas chegou o temido momento. O momento em que o mundo exterior descobriu o meu vício e resolveu não me oferecer mais a droga, pensando no meu bem estar. Mal sabiam eles que depois de ter vivido tudo isso nunca mais poderia encontrar meu bem estar em outra coisa, senão no amor, a droga mais prazerosa e letal que o ser humano já provou. Diminuiram as doses, substituiram-nas por doses mais fracas a fim de me convencer a levar outro modo de vida, tomando uma dose diária por dia ao invés de duas. Mas não havia mais volta. Estava viciada naquele amor. Aquele amor incondicional, que ultrapassava todas as barreiras, todos os tabus, todas as regras, todas as tradições, todo o meu ser. E mais uma vez...
Vivi.
Me encontro hoje numa reabilitação forçada. As crises de abstinência são uma mistura de ciúmes, loucura, delírio, alucinação. Todos os dias penso nos momentos de amor que tive. Amei de todas as formas que poderia imaginar e fui amada como nunca pensei que fosse possível. Mas o amor me fez cair nas minhas próprias armadilhas. Estou me segurando para me controlar e receber alta por bom comportamento. Não é fácil. As recaídas são constantes e a reabilitação me dá um tratamento cada vez mais pesado quando isso acontece. Mas, com autocontrole e força de vontade eu consigo. Uma vez recebida a alta, tomarei uma super dose, única. Dessa vez, espero entrar numa viagem maior ainda. Sem volta.
Sei que posso morrer na reabilitação. Mas morrerei feliz, afinal de contas, posso dizer que, com todas as letras que...
Vivi...
Momentos que nunca imaginei que pudessem me acontecer. Investiguei. Desbravei. Descobri. Me deslumbrei. Me iludi. Me decepcionei. Chorei. Chorei rios. Me enclausurei. Fui ao fundo do poço. Olhei pra cima. Me levantei. Me renovei. Me preparei. Me permiti.
Vivi.
Momentos e experiências que pensei que só aconteceriam nos meus sonhos baseados em filmes que assistia constantemente, a fim de abstrair sensações que sabia que nunca poderia sentir no meu medíocre mundo real. Vivi. Me permiti. Amei e fui amanda. Muitas vezes. Como uma droga de vício gradual, quanto mais amava mais queria amar. Mesmo sabendo que mais tarde poderiam haver consequências sérias, continuava amando, ingerindo essa droga que é o amor como água, como algo essencial à minha sobrevivência. Cheguei ao ponto em que o amor, simples amor, tradicional amor, já não me satisfazia mais. Queria algo mais forte. Sempre mais forte. Um vício. Um delírio. O paraíso. Não existia nada melhor do que amar. E quanto mais amava mais era amada, um verdadeiro ciclo vicioso. Me permiti.
Vivi.
Nunca tinha vivido meus sentimentos de forma tão intensa, tão recíproca, tão real. Consegui tudo que meu íntimo mais almejava e até o que o meu consciente não entendia. Não precisava relatar para ninguém o que acontecia comigo. Era um segredo muito íntimo. Um infinito íntimo. Mas o segredo começou a ser revelado. O mundo exterior passou a exigir detalhes do meu segredo, tão precioso segredo. Tentei ignorar, fugir. Mas chegou o temido momento. O momento em que o mundo exterior descobriu o meu vício e resolveu não me oferecer mais a droga, pensando no meu bem estar. Mal sabiam eles que depois de ter vivido tudo isso nunca mais poderia encontrar meu bem estar em outra coisa, senão no amor, a droga mais prazerosa e letal que o ser humano já provou. Diminuiram as doses, substituiram-nas por doses mais fracas a fim de me convencer a levar outro modo de vida, tomando uma dose diária por dia ao invés de duas. Mas não havia mais volta. Estava viciada naquele amor. Aquele amor incondicional, que ultrapassava todas as barreiras, todos os tabus, todas as regras, todas as tradições, todo o meu ser. E mais uma vez...
Vivi.
Me encontro hoje numa reabilitação forçada. As crises de abstinência são uma mistura de ciúmes, loucura, delírio, alucinação. Todos os dias penso nos momentos de amor que tive. Amei de todas as formas que poderia imaginar e fui amada como nunca pensei que fosse possível. Mas o amor me fez cair nas minhas próprias armadilhas. Estou me segurando para me controlar e receber alta por bom comportamento. Não é fácil. As recaídas são constantes e a reabilitação me dá um tratamento cada vez mais pesado quando isso acontece. Mas, com autocontrole e força de vontade eu consigo. Uma vez recebida a alta, tomarei uma super dose, única. Dessa vez, espero entrar numa viagem maior ainda. Sem volta.
Sei que posso morrer na reabilitação. Mas morrerei feliz, afinal de contas, posso dizer que, com todas as letras que...
Vivi...
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Nem desistir nem tentar
Eu que pensava que tudo era pra sempre. Eu que pensava que o amor jamais acabaria. Eu que pensava que era alegria demais mas que, enfim, eu merecia depois de tanto caminhar entre pedras e cactos. Eu que pensava que estava tudo ótimo e não teria como ficar melhor. Eu que direcionava minha vida baseada em cálculos matemáticos e que jamais meus cálculos teriam resultados negativos. Eu que pensava ter finalmente atingido o nirvana... Me encontro agora no mesmo lugar que comecei. Sem saber que o pra sempre sempre acaba...
Entretanto, como Hegel já dizia, não estou mais no mesmo lugar. Aparentemente voltei à estaca zero. A vida não é um círculo nem uma linha reta. A vida é um espiral. Esta, digamos assim, foi minha tese. Minha tese de agora, já que tive muitas outras teses anteriormente. Experimentei tudo que estava ao meu alcance até chegar a uma conclusão. O Amor não é uma palavra só, não é um conceito fechado. Ele é infinito em si mesmo. É uma mistura de vários sentimentos fortes. Ódio e vingança podem complementar o amor assim como amizade e lealdade. A união desses e de vários outros sentimentos, em diferentes doses pode resultar naquilo que chamamos de Amor. Com esse pensamento em mente chegarei à minha antítese em qualquer momento. Acho que cheguei a ela agora mesmo. Voltei ao mesmo lugar, mas tenho uma idéia diferente da realidade, meu terror subsequente. Cheguei a conclusão de que a incerteza pode me trazer mais certeza do que a própria certeza. Os momentos de incertezas são mais certos do que os incertos momentos de certeza. A felicidade está na incerteza e a infelicidade está na certeza. O conformismo, posso dizer agora, é o maior inimigo da Felicidade. Mesmo me considerando uma pessoa calma, com uma imensa paz de espírito, acho que a incerteza foi a responsável pelos meus melhores momentos de felicidade. Posteriormente, quando essa ressaca de sentimentos passar, chegarei a síntese, que é onde finalmente encontrarei o estado constitucional de cidadã livre, o estado em que encontrarei em mim mesma minhas normas e que elas próprias servirão de base para suas criações e revogações. Esse é o momento pelo qual esperarei ansiosamente. Posso considerar este o momento mais incerto da minha vida. E essa incerteza, por mais incerta que seja, me traz uma grande excitação e felicidade. O mais gratificante da vitória não é atingir a linha de chegada, mas ter superado os obstáculos do caminho.
Mudaram as estações, mas nada mudou. Quando penso em alguém (prefiro guardar pra mim)... e ai então estamos bem. Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está....
Nem desistir nem tentar, agora tanto faz, estamos indo de volta pra casa...
Entretanto, como Hegel já dizia, não estou mais no mesmo lugar. Aparentemente voltei à estaca zero. A vida não é um círculo nem uma linha reta. A vida é um espiral. Esta, digamos assim, foi minha tese. Minha tese de agora, já que tive muitas outras teses anteriormente. Experimentei tudo que estava ao meu alcance até chegar a uma conclusão. O Amor não é uma palavra só, não é um conceito fechado. Ele é infinito em si mesmo. É uma mistura de vários sentimentos fortes. Ódio e vingança podem complementar o amor assim como amizade e lealdade. A união desses e de vários outros sentimentos, em diferentes doses pode resultar naquilo que chamamos de Amor. Com esse pensamento em mente chegarei à minha antítese em qualquer momento. Acho que cheguei a ela agora mesmo. Voltei ao mesmo lugar, mas tenho uma idéia diferente da realidade, meu terror subsequente. Cheguei a conclusão de que a incerteza pode me trazer mais certeza do que a própria certeza. Os momentos de incertezas são mais certos do que os incertos momentos de certeza. A felicidade está na incerteza e a infelicidade está na certeza. O conformismo, posso dizer agora, é o maior inimigo da Felicidade. Mesmo me considerando uma pessoa calma, com uma imensa paz de espírito, acho que a incerteza foi a responsável pelos meus melhores momentos de felicidade. Posteriormente, quando essa ressaca de sentimentos passar, chegarei a síntese, que é onde finalmente encontrarei o estado constitucional de cidadã livre, o estado em que encontrarei em mim mesma minhas normas e que elas próprias servirão de base para suas criações e revogações. Esse é o momento pelo qual esperarei ansiosamente. Posso considerar este o momento mais incerto da minha vida. E essa incerteza, por mais incerta que seja, me traz uma grande excitação e felicidade. O mais gratificante da vitória não é atingir a linha de chegada, mas ter superado os obstáculos do caminho.
Mudaram as estações, mas nada mudou. Quando penso em alguém (prefiro guardar pra mim)... e ai então estamos bem. Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está....
Nem desistir nem tentar, agora tanto faz, estamos indo de volta pra casa...
domingo, 18 de abril de 2010
Os Três Mal Amados
O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.
O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos...
O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.
O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.
Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.
O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.
O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.
O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.
O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.
O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.
O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.
João Cabral de Melo Neto
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Crise existencial
O mundo resolveu conspirar contra mim?
Um copo de cerveja já me deixa bêbada? Pior, falando o que não deveria?
As pessoas resolveram dar as costas pra mim sempre na mesma hora? E na mesma hora também resolveram ser amáveis pra me deixar mais confusa ainda?
Será que é impossível seguir essa dieta?
Se minha mãe for embora, o que será de mim?
É melhor ter uma casa só minha ou dividir as despesas e afazeres com os outros?
E esse cabelo, o que eu faço com ele? É melhor loira aguada, ruiva louca ou morena comum?
Cadê o tempo, será que não sobrou nem um pouquinho pra mim?
O que eu quero mesmo da vida, será que nunca vou descobrir?
Um copo de cerveja já me deixa bêbada? Pior, falando o que não deveria?
As pessoas resolveram dar as costas pra mim sempre na mesma hora? E na mesma hora também resolveram ser amáveis pra me deixar mais confusa ainda?
Será que é impossível seguir essa dieta?
Se minha mãe for embora, o que será de mim?
É melhor ter uma casa só minha ou dividir as despesas e afazeres com os outros?
E esse cabelo, o que eu faço com ele? É melhor loira aguada, ruiva louca ou morena comum?
Cadê o tempo, será que não sobrou nem um pouquinho pra mim?
O que eu quero mesmo da vida, será que nunca vou descobrir?
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